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Sérgio Moro condena Bumlai e Cerveró em processo da Operação Lava Jato

Sérgio Moro condena Bumlai e Cerveró em processo da Operação Lava Jato”

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, condenou o pecuarista sul-mato-grossense e principal controlador da Usina São Fernando, em Dourados, José Carlos Bumlai, a 9 anos e 10 meses de prisão em um processo da Lava Jato por crimes como gestão fraudulenta e corrupção passiva.

Na mesma sentença, publicada na manhã desta quinta-feira (15), o juiz também condenou o empresário Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) João Vaccari Neto, e outros quatro réus do processo. A sentença, proferida após denúncia decorrente da 21ª fase da Operação Lava Jato, faz referência a um empréstimo de R$ 12 milhões no Banco Schahin em 2004 e por vantagem indevida na compra do Navio-Sona Vitória 10.000 pela Petrobras. A defesa de Lula nega que ele tenha dado a "benção" para o negócio.

O filho de Milton, Fernando Schahin, herdeiro do grupo, foi condenado por corrupção ativa e deverá cumprir cinco anos e quatro meses de reclusão em regime semiaberto. Apontado como amigo do ex-presidente Lula, Bumlai voltou a ser preso no início deste mês.

Para Moro, ficou "óbvio" que Bumlai e a Schahin agiram para "estabelecer ou manter boas relações com a agremiação política que controlava o governo federal". Maurício de Barros Bumlai também foi absolvido dos crimes de corrupção passiva e de gestão fraudulenta de instituição financeira por falta de provas suficientes.

Delatores do esquema de corrupção e propinas instalado na Petrobras, Fernando Baiano, Salim Schahin, Eduardo Musa e Nestor Cerveró cumprirão as penas acertadas no acordo de colaboração premiada.

Bumlai foi usado, segundo Sérgio Moro, como intermediário de pagamentos de seus interesses. Entre os crimes estão lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e corrupção passiva e ativa. Conforme o relatório, a contratação do navio-sonda foi direcionada à Schahin Engenharia, sem concorrência, e fixou bônus de desempenho bem acima do que a estatal costuma adotar. O ex-gerente da Petrobras Eduardo Musa teve a condenação suspensa. Os crimes foram confirmados pelas investigações da Operação Lava Jato.

Além disso, o juiz disse que uma auditoria interna na Petrobras concluiu que não havia garantia da real necessidade do navio-sonda.

Para Moro, não houve extorsão no caso nem o pecuarista foi vítima.

O ex-diretor da \xe1rea Internacional da Petrobras Jorge Zelada, sucessor de Cerver\xf3, foi absolvido do crime de corrup\xe7\xe3o.

Também graças a delações, Salim Schahin, sócio do Grupo Schahin, foi condenado a regime diferenciado.



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