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Controladora que apontou falhas no voo da Chapecoense pede ajuda ao Brasil

Controladora que apontou falhas no voo da Chapecoense pede ajuda ao Brasil”

O G1 informa que a secretaria de Cooperação Internacional da Procuradoria-Geral da República, em coordenação com a procuradora de Corumbá, que faz fronteira com a Bolívia, "vai solicitar aos órgãos federais competentes as medidas cabíveis, conforme as normas internacionais e o direito brasileiro". Celia admite ter alertado para o problema antes da partida do avião que transportava a equipa de futebol Chapecoense, mas a autoridade aeroportuária boliviana garante que só depois do acidente teve conhecimento desse alerta. Enquanto isso, Celia pode permanecer no Brasil e precisa manter todos os contatos atualizados, como endereço de hospedagem e telefone, detalhes que a PF não divulgou. O prazo para resposta pode durar até um ano e, enquanto isso, ela poderá ficar legalmente no Brasil.

A funcionária disse ter informado as autoridades bolivianas que alertou o representante da companhia LaMia que a quantidade de combustível não era suficiente para chegar a Medellín e que não seria possível chegar a outro aeroporto em caso de emergência.

Celia havia feito várias observações sobre o plano de voo da LaMia.

A boliviana afirmou depois do acidente ocorrido na semana passada que havia questionado um despachante da empresa aérea Lamia sobre pontos do plano de voo, inclusive que o tempo de rota era igual ao tempo de autonomia da aeronave, segundo reportagens. A funcionária foi afastada das funções desde a última quinta-feira (1º). Ela foi indiciada pela Justiça Boliviana que quer saber se houve negligência por parte da funcionária.

Na segunda-feira (5), em Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), o presidente do sindicato dos funcionários da Aasana disse que estão tentando transformar Celia em bode expiatório e que, pelas regras da aviação boliviana, Celia não teria como barrar o avião.

O plano de voo foi apresentado à funcionária 1h antes do avião decolar.

Na próxima quarta-feira (7), será realizada uma reunião entre dois procuradores brasileiros e procuradores do Ministério Público da Bolívia e também da Colômbia, para discutir o andamento da investigação sobre o acidente que terminou na morte de 71 pessoas, entre atletas, comissão técnica, dirigentes, imprensa e a tripulação.



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