Economia

Taxa de desemprego é consideravelmente maior entre negros e pardos

Taxa de desemprego é consideravelmente maior entre negros e pardos”

No primeiro trimestre de 2012, quando começa a série histórica da Pnad Contínua, a taxa de desemprego nacional foi estimada em 7,9%. Na comparação com o mesmo período de 2015 o índice teve alta de 34,3%, o que representa 3,3 milhões de pessoas a mais sem ocupação e fonte de renda.

De acordo com o IBGE, o número de pessoas ocupadas no estado cresceu 1,5% no último trimestre de 2016 em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando o total de ocupados era de 91,6 milhões de pessoas, foi registrado declínio de 1,9% na taxa de desocupação - ou menos 1,7 milhão de pessoas empregadas. Esta estimativa se manteve estável na comparação com o 3º trimestre do mesmo ano (11,8%).

De acordo com Azeredo, parte da população negra ocupa postos de trabalho de menor rendimento, como a construção civil, por exemplo, que somente no ano passado fechou 1 milhão de vagas.

Quanto à renda, o rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos foi de R$ 2,056 no trimestre encerrado em janeiro, 0,4% maior que no mesmo período em 2016 (R$ 2.047), e 0,8% maior que no trimestre até outubro (R$ 2.040). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,7% (menos 1,3 milhão de pessoas).

Os resultados são maiores que o da média nacional, de 12,0%, e bem mais elevados do que o registrado pela população declarada como branca, que teve taxa de desemprego de 9,5% no quarto trimestre de 2016. Com isso, a taxa de desocupação, que era de 5,9% no último trimestre de 2015, saltou para 8,2% em 2016.

Acrescenta ainda que a chamada taxa de sub-ocupação, que agrega esses dois grupos, atingiu 22,2% no último trimestre de 2016, registando 17,3% no período homólogo.

Outro aspecto que sobressai da análise do IBGE é o facto de estar a aumentar o desemprego de longa duração.

Refere-se que para metade das pessoas, o tempo de duração de procura varia de um mês a um ano, mas a parcela que mais cresce é a das pessoas que procuram emprego há mais de um ano ou mais de dois anos - representando este grupo mais de 2 milhões de desempregados. Em relação ao trimestre anterior, o avanço no número foi de 2,1% e sobre um ano atrás, de 3,9%.

A quantidade de empregadores chegou a 4,2 milhões de pessoas. No mesmo período do ano anterior, o Amazonas tinha 367 mil trabalhadores com emprego formal.



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