Medicina

Ampliado o público alvo para 6 vacinas do calendário nacional

Ampliado o público alvo para 6 vacinas do calendário nacional”

Se você não é do tipo que fica atento às vacinas que deve tomar, é melhor se ligar nas novidades anunciadas pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (3). A faixa etária de quem vai receber as doses de tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A será expandida.

Para as crianças, as mudanças ocorrem nas vacinas contra hepatite A e a tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.

MENINGITE A vacina contra meningite C passa a ser aplicada em adolescentes de 12 e 13 anos. As mulheres que perderam a oportunidade de se vacinar durante a gravidez devem receber a dose durante o puerpério (até 40 dias após o parto).

Antes, a vacina contra o HPV era indicada apenas para meninas de 9 a 13 anos. O órgão federal divulgou que vai ampliar o público alvo para seis das doses incluídas no Calendário Nacional de Vacinação.

- Hepatite A: passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos. Além de proporcionar proteção aos adolescentes, a ampliação vai proteger indiretamente as pessoas não vacinadas.

A tetra viral, contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora, será dada para crianças de 15 meses a 4 anos. A dose contra difteria, tétano e coqueluche será aplicada em gestantes a partir da 20ª semana. "Com isso fazemos com que o bebê já nasça com anticorpos maternos", afirma Domingues. Só em três vacinas, economizamos R$ 66,5 milhões, e com isso, conseguimos ampliar a vacinação para diversos grupos, como por exemplo, a vacina HPV para meninos. "Neste caso, não haverá transmissão de anticorpos da mãe para o filho, mas isso evita transmitir a doença para o recém-nascido".

O esquema vacinal para adultos também muda em relação à tríplice viral. Antes, a idade máxima para vacina de hepatite A era de até 2 anos. Agora, haverá a oferta desta segunda dose até os 29 anos ou de uma só dose de 30 a 49 anos. Entre os adultos, a meta é manter a eliminação do sarampo e da rubéola e diminuir o número de casos de caxumba e coqueluche. "À medida que temos grande circulação de pessoas, se não temos a população devidamente vacinada, essas doenças podem voltar a acontecer", diz.

O Ministério não informou quantas doses extras devem ser disponibilizadas.

O departamento de vigilância epidemiológica está avaliando a cobertura vacinal de cada município, identificando onde os índices estão mais baixos para intensificar ações que incentivem o comparecimento da população aos postos de saúde. Procurada pelo CORREIO, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que ainda não foi notificada das mudanças pelo Ministério da Saúde - portanto, ainda não tem informações sobre cronogramas ou disponibilidade.



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