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EUA ameaçam na ONU com nova intervenção militar na Síria

EUA ameaçam na ONU com nova intervenção militar na Síria”

Os Estados Unidos lançaram na madrugada desta sexta-feira um ataque com 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun, no noroeste do país. As ações de Trump na Síria podem sinalizar à China que o novo presidente não tem medo de tomar medidas militares unilaterais.

Talal Barazi, governador da cidade de Homs, disse à Reuters a perda de vidas humanas não era grande, mas que havia "danos materiais" significativos. No entanto, Trump agiu sem o consentimento do Congresso, o que, a longo prazo, pode se tornar negativo para a imagem do presidente.

O republicano Trump não tinha anunciado nenhum ataque contra a Síria, apesar de seus comentários sobre a guerra civil local terem se intensificado nos últimos dias.

Anos de tentativas para tentar mudar o comportamento de Assad fracassaram, e de forma dramática. Como resultado, a crise dos refugiados continua a se agravar e a região continua a se desestabilizar, ameaçando os Estados Unidos e seus aliados.

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, indicou que "não houve discussão com Moscou ou contato, e nem depois dos ataques".

"A atitude de Washington representa um golpe significativo nas relações Rússia-EUA, que já se encontravam em estado deplorável", afirmou Peskov em comunicado, acrescentando que tal ofensiva cria "graves obstáculos" para a cooperação bilateral na Síria contra o "Estado Islâmico" (EI).

O Pentágono informou que a Rússia foi avisada antecipadamente sobre o bombardeio.

"É necessário retirar este regime o mais cedo possível da liderança da Síria", disse o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, a repórteres, um endurecimento do tom de seu país. Isso teria ocorrido entre a base americana no Catar com a base russa em Latakia, na Síria.

Em publicação em uma rede social, Medvedev disse que os ataques dos EUA foram ilegais e ficaram "a um passo de distância" de se chocar com forças militares da Rússia.

- Se houver uma ação militar, toda a responsabilidade recairá sobre os que tiverem iniciado uma empreitada tão trágica e duvidosa - declarou o embaixador russo na ONU, Vladimir Safronkov, na saída da reunião.

Os mísseis disparados são do tipo "Tomahawk", de médio alcance e invisíveis a radares, e partiram de dois navios norte-americanos no Mar Mediterrâneo.

Foi cruzada a "linha vermelha" estabelecida por Obama e todos os olhares se voltaram para Washington. O ditador sírio Bahar al Assad foi acusado de ser o responsável pelo ataque, já que jatos do regime sírio sobrevoaram a região, controlada por rebeldes, antes dos primeiros efeitos do uso de armas químicas aparecerem na população. Tanto nas ações quanto nas palavras, e que "o uso de armas químicas não deve ser tolerado".

"Ele afirmou ainda que é "interesse vital da segurança nacional dos EUA" evitar e deter a propagação e o uso de armas químicas". O ataque foi uma retaliação ao uso de armas químicas no país.



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