Economia

TLP permitirá que política monetária tenha mais potência, diz BNDES

TLP permitirá que política monetária tenha mais potência, diz BNDES”

Nos próximos dias, o governo vai editar Medida Provisória que altera a remuneração das operações de crédito concedidas pelo BNDES e cria a Taxa de Longo Prazo (TLP) para contratos novos, firmados a partir de 1º de janeiro de 2018. A NTN-B reflete o custo de captação do Tesouro Nacional, o mais baixo do mercado, informou hoje (31) o Ministério da Fazenda.

As empresas que contraírem empréstimos e financiamentos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pagarão juros mais baixos a partir de abril.

Ilan destacou ainda que a ideia das medidas é modernização a remuneração do BNDES. Para Ilan, isso aumentará a potência da política monetária.

Ilan sempre manteve uma postura crítica ao crédito direcionado no país, que ele chama de "meia entrada".

Criada em 1994, a TJLP é definida como o custo básico dos financiamentos concedidos ao setor produtivo pelo BNDES. Assim, o mercado livre paga a "entrada inteira" e mais um pouco em termos de juros para compensar a fatia do direcionado. "Estamos em um momento de queda susbtancial do risco e inflação razoável", afirmou.

No modelo atual, os empréstimos do BNDES são corrigidos pela TJLP, que é calculada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) levando em consideração a meta de inflação, atualmente em 4,5%, e um prêmio de risco. Os empréstimos anteriores continuarão a ser remunerados pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), que foi reduzida nesta quinta (30) de 7,5% para 7% ao ano. Uma dessas medidas, o CDS de 5 anos caiu de 500 pontos para cerca de 220 pontos agora.

No caso dos créditos já contratados – regidos pela atual TJLP fixada a cada trimestre e flutuante ao longo da operação – o governo vai mantê-los praticamente inalterados.

Ilan apontou que as mudanças, aprovadas em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN), têm cinco benefícios. A nova taxa, conforme Ilan, será apresentada mensalmente pelo BC. "A taxa atual de 7% ao ano é adequada". Ao fim de cinco anos, portanto, estaria extinta a política de crédito do BNDES fortemente subsidiada pelo Tesouro Nacional. De 2018 em diante, esse fator de convergência será aumentado ano a ano, até 2023."Em janeiro de 2018, todos os contratos serão com essa premissa", afirmou a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques. "Pelo contrário, tudo indica pelas projeções à frente que a taxa de mercado vai cair". "Quem disse que a taxa de mercado vai subir?" "A taxa de mercado gera até mais transparência".



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